Você conhece as causas das doenças?

 

“Toda pessoa tem um doutor dentro de si mesmo; precisamos apenas ajuda-lo em seu trabalho. A força de cura natural dentro de cada um é a maior força para ter saúde”
Hipócrates

 

Síntese

A atual estrutura social de educação básica e assistência à saúde apresenta inúmeros problemas e precisa melhorar enormemente.

O sistema de saúde, incluindo as indústrias da educação, alimentar e médica, entre outras, aliena, desautoriza e enfraquece, em vez de esclarecer, o indivíduo em suas ações.

Um dos principais temas do World Economic Forum, no ano de 2011, apontou que vivemos hoje uma epidemia de doenças crônicas degenerativas.

Isso é confirmado por pesquisas que apontam que a geração atual tende a viver menos em virtude da epidemia de doenças crônicas. Outros pesquisadores podem não concordar, mas admitem a saúde deficiente dessa geração, principalmente nos últimos anos de vida.

Saúde e bem-estar como ferramentas para uma vida plena encontra-se ao alcance de qualquer um. A necessidade de autonomia em saúde.

O objetivo aqui é apresentar uma perspectiva para as causas da doenças e estimular a pessoa interessada (você, sua família) a se tornar lúcida e responsável para o recurso mais importante na vida: sua saúde.

 

“Autonomia em saúde é saber discernir autoridade da verdade de verdade da autoridade”.

 

Contexto Sociocultural

Vivemos um momento em nossa cultura, no qual o capitalismo reflete o predomínio do interesse privado e da propriedade.

As indústrias da Agricultura, agrotóxicos e organismos geneticamente modificados, a alimentícia, produtos em vez de alimentos que visam criar dependência e o lucro. Talvez a mais questionável seria a farmacêutica.

Outra indústria a ser considerada é a da comunicação, cujas ações respeitam os interesses dos grandes grupos capitalistas.

Por outro lado, a especialização do conhecimento distancia, em vez de aproximar, cada um da própria realidade.

Entre os efeitos do especialismo crescente da ciência e da medicina, podemos citar a perda da visão de conjunto e do prioritário, ruptura entre saúde e contexto sociocultural, artificialismo da vida natural, além de indústria e tecnologia dominados por interesses espúrios e antissociais.

Veja o post O Atual Estado da Medicina…

Vejamos alguns exemplos objetivos no campo da saúde:

  1. O médico plantonista que não avalia o paciente depois de um mini-AVC, seja tocando-o, avaliando olhos, língua e / ou pulsos, verificando movimentos e reflexos. Além de não interagir com o paciente, não sabe interpretar as imagens radiológicas solicitadas, dependendo do neurologista para encaminhar o paciente.
  2. O endocrinologista que direciona o paciente para o urologista para tratar o efeito do problema de causa hormonal.
  3. O médico da família sabedor da impropriedade, e impossibilitado de alterar no paciente, do protocolo equivocado prescrito pelo cardiologista.

 

O paradigma de saúde

Problema de saúde? Deve-se procurar uma autoridade.

Autoridade vem de autor. Alguém é autor em sua vida.

A relação entre saúde e prescrição precisa ser alterada.

A etimologia da palavra prescrição sugere determinação, preceito, regra, ou seja, algo que não deve ser discutido com pacientes.

Paradoxo americano: o povo americano, o mais medicalizado, o que mais gasta em saúde é, ao mesmo tempo, o mais doente entre os países do primeiro mundo.

 

“Estou morrendo pelo excesso de médicos”
Alexandre o Grande.

 

Tudo é relativo, mas saúde não pode ficar restrita ao modelo médico, no qual tratamento é a gestão do sintoma.

Em termos de problema agudo, ou trauma, precisamos reconhecer a eficiência da medicina.

Já na doença crônica, em geral, o sistema de saúde é incapaz de identificar a causa da maioria dos problemas.

A medicina evolui muito lentamente o que nos lembra a medicina do passado.

Vale citar o texto Death by Medicine de Gary Null e colegas, publicado na edição de março de 2004, na conceituada revista Life Extension (Disponível no google e na Amazon).

Nesse texto, o grupo de pesquisadores revisou dados iatrogênicos (problemas criados pela medicina). Por exemplo:

  1. O histórico das pesquisas iatrogênicas.
  2. Apenas pequena fração dos erros médicos é registrado.
  3. O trabalho apresenta evidências de que o sistema de saúde americano faz mais mal do que bem. Os números de reações adversas a medicamentos, prescrições de antibióticos, procedimentos médicos e cirúrgicos, além de internações desnecessárias são impressionantes. Os dados de 2001, mostram que as mortes resultantes (783.936) ultrapassam as de doença cardíaca (699.697) e de câncer (553.251).

Nenhuma doença é deficiência de fármaco. Existe um excesso de cirurgias. Sem contar medicamentos, vacinas e efeitos colaterais, irradiações radiológicas e procedimentos médicos altamente questionáveis, como a quimioterapia e radioterapia.

Vejam o artigo Mammography screening is harmful, should be abandoned. Publicado por Peter Gotzsche (2015), no Journal of Medical Society of Medicine, artigo de revisão a partir da conhecida base Cochrane,

Em português, assistam no Youtube a Dra Lucia Kerr falando sobre mamografia.

No site GreenMedInfo é possível encontrar diversos textos escritos por Sayer Ji sobre os problemas da mamografia.

Medicina boa é aquela que faz nada o máximo possível.

 

Problemas de saúde

Cada vez mais frequente, mesmo em crianças e adolescentes, os problemas de doenças crônicas incluem, entre outros:

Inflamações, diabetes, obesidade, doenças renais e vesiculares (pedras), fígado gorduroso, apneia do sono, ovários policísticos, edemas periféricos, problemas de pele, hipertensão, AVC, aterosclerose, doenças cardíacas, artrite, doenças autoimunes, Parkinson, Alzheimer, câncer…

Segundo a OMS, existem 12.800 doenças, incluindo mais de mil doenças de pele e mais de 300 transtornos psiquiátricos. Tais números aumentam constantemente.

Você consegue imaginar milhares de tratamentos e medicamentos diferentes, um para cada problema?

A cura não é seletiva. O tratamento correto, quando resolve um problema, tende a melhorar qualquer outro problema em conjunto.

A medicina hoje tem tanta sofisticação que tem dificuldade para ver as coisas mais simples.

Para observar o todo, é preciso ver o conjunto da floresta, e não apenas uma árvore de cada vez.

Basicamente precisa-se identificar e combater a causa.

O controle efetivo da própria saúde depende, em primeiro lugar, de atender as necessidades básicas do corpo físico.

É preciso conhecer e estimular a natureza de regeneração do corpo.

 

Causa das doenças

 

“Toda doença começa no intestino”
Hipócrates

 

Embora as doenças possam ter causas biológicas, psicológicas, ambientais e espirituais, vamos priorizar aqui as causas físicas, mais primárias e objetivas.

O cérebro abdominal (plexo solar, umbilicochacra) reflete o centro de poder, ou de fraqueza, do sistema individual.

Para os gregos, o sistema digestório (SD) é como se fosse outra entidade, ainda não é você. Um animal independente dentro do homem.

No SD o mundo externo se transforma no interno.

O alimento apenas começa a se transformar em você no intestino delgado. Ali, o intestino começa a selecionar quem entra no sangue.

No intestino delgado existe uma barreira para impedir a entrada de bactérias, vírus e outras elementos estranhos que não devem ser absorvidos.

Com o nível atual de produtos impróprios em vez de alimentos, houve um vertiginoso aumento da síndrome da permeabilidade intestinal. Ou síndrome do intestino permeável.

Ou seja, entra o que não devia na corrente sanguínea onde cria problemas, onde fica excluso ou em quarentena.

Se é recorrente, termina criando obstruções e entupimentos.

Um ótimo exemplo é o glúten que depois de digerido no estômago ainda permanece uma molécula grande que machuca as pequenas vilosidades intestinais passando para a corrente sanguínea.

Pode geral a doença celíaca, ou problemas no próprio intestino.

Pode também, e isso é muito pior, gerar a sensibilidade ao glúten não celíaca, ou seja, os problemas não ocorrem no intestino ou em outra parte do corpo, até mesmo na cérebro ou em suas funções.

O percentual de 90% da serotonina, neurotransmissor importantíssimo para o cérebro, é produzido no SD.

O percentual de 70% do sistema imune encontra-se no SD.

 

Mecanismo da doença

Em todos os casos existe denominador comum, a célula.

Os órgãos são compostos por células.

Toda doença em primeiro lugar é um problema celular.

Precisamos estudar a natureza celular do corpo.

A célula não responde ao modelo médico de tratamento alopático que se dedica principalmente a intoxicar e / ou remover o órgão afetado.

Uma analogia interessante é relacionar doença com um problema de canalização (encanamento).

Existe algum entupimento que dificulta nutrição, provoca intoxicação, excesso ou falta de oxigênio e ou de impulsos eletroquímicos.

Qualquer terapia deve em primeiro lugar nutrir, desintoxicar, suster e oxigenar as células na medida certa.

Nesse nível, tudo que a medicina sabe fazer é intoxicar ou remover.

 

Como as células adoecem?

Toda doença constitui um processo sistêmico que envolve as células. Não existem doenças crônicas sem antes:

  1. Problema digestivo.

O alimento é o combustível do corpo que não sendo apropriado cria problemas.

  1. Síndrome metabólica.

O excesso de consumo de carboidratos ruins eleva a glicose na corrente sanguínea que precisa de insulina para se equilibrar. De modo recorrente, acaba gerando resistência a insulina.

A síndrome metabólica é a mãe de todas as doenças. Dependendo da individualidade bioquímica pode gerar diabetes, obesidade, hipertensão, até doença cardíaca e AVC.

  1. Eixo HPAT (hipotálamo-pituitária (ou hipófise)-adrenal-tiroide).

O metabolismo afetado vai prejudicar o fluxo do processo hormonal.

Um exemplo interessante é a origem hormonal no hipotálamo, depois a hipófise, adrenal e tiroide. Em virtude de desequilíbrio, o corpo sob estresse produz cortisol e adrenalina, reduzindo o fluxo para a tiroide.

A terapia deve seguir o fluxo. Não se deve tentar cuidar da tiroide sem primeiro cuidar da adrenal.

 

Ações para a recuperação celular

 

  1. Nutrição adequada para o tipo metabólico individual.

Por vezes, o jejum é muito importante. Alimento pode nutrir doença.

  1. Oxigenação.

Nem de mais nem de menos. Oxigênio em excesso faz mal.

  1. Desintoxicação.

Identificar e remover elementos tóxicos.

 

Autonomia em saúde

Autonomia em saúde é a capacidade de viver sonhos, de autorrealização em uma vida plena.

 

Saúde é a gestão consciente da individualidade biopsicossocial
com foco em uma vida plena
em favor do bem-estar pessoal, familiar e comunitário.

 

Precisamos desenvolver o controle sobre a própria saúde.

Saúde depende de ideias.

 

Nossos melhores votos de autonomia em saúde,

Antonio Pitaguari

 

Fontes Consultadas

GOTZSCHE, Peter. Mammography screening is harmful, should be abandoned. Journal of Medical Society of Medicine,  2015 Sep;108(9):341-5. doi: 10.1177/0141076815602452.

NULL, Gary; FELDMAN, Martin; RASIO, Debora; DEAN, Carolin. Death by Medicine; Life Extension, março de 2004 (Disponível no google e na Amazon).

SAYER, Ji. Good Medicine: Do as much nothing as possible. 28.08.15. Disponível em: < http://www.greenmedinfo.com/blog/good-medicine-do-much-nothing-possible>. Acesso em: 15.09.2015.