Temos recebido muitos questionamentos sobre pressão arterial. Seguem algumas ponderações…

Medição da pressão arterial

Medir regularmente a pressão arterial é um passo importante em Autonomia em Saúde. Você tem um medidor?

As leituras de pressão arterial podem variar significativamente durante o dia, manhã, noite e no mesmo turno, conforme as atividades que você desempenha. Apenas quando a pressão sanguínea permanece constantemente elevada é que podem ocorrer problemas de saúde significativos.

Eis quatro 4 variáveis importantes para te ajudar na medição da pressão arterial:

1. Tranquilidade. Sempre que for medir a pressão sente e relaxe durante alguns minutos.

2. Posição do braço. Se a pressão arterial for medida com o braço paralelo ao corpo, a leitura pode ser até 10 por cento maior. A pressão arterial devem ser sempre medida com o braço em um ângulo reto e relaxado em relação ao corpo.

3. A medida do manguito. A tira que aperta o braço, precisa ser do tamanho certo, sob o risco de apresentar uma leitura falsamente elevada. As estimativas indicam que dez por cento dos pacientes com sobrepeso e obesidade são erroneamente diagnosticados como hipertensos devido a esse tipo de erro. Como o número de pessoas acima do peso é grande, essa é preocupação válida. Certifique-se de usar o manguito certo para você.

4. Síndrome do jaleco branco. Esteja atento que o estresse associado a médicos e enfermeiros pode elevar a pressão. Trata-se de preocupação transitória, mas séria. A redução do estresse nesta situação é fundamental.

Classificação da pressão arterial

Muito comum a gente ouvir que o normal da pressão é 12/8. Mas vamos aos detalhes.

Veja na figura as diretrizes para classificar a pressão arterial:

Até 12/8 a pressão é considerada normal. A pressão sistólica até 13,9 e diastólica até 8,9 considera-se pré-hipertensão. Hipertensão de estágio 1 é a pressão até 15,9 por até 9,9. Por fim a hipertensão de estágio 2 é aquela com a sistólica acima de 16 e a diastólica acima de 10. Lembre-se que uma medição isolada não caracteriza essa classificação.

Diabetes e pressão arterial

Por que resistência à insulina promove a hipertensão?

Existem no Brasil, 13 milhões de diabéticos, sendo que metade não sabe que é portador da doença. Uma pesquisa apontou que dois terços dos sujeitos de um grupo estudado, que eram resistentes à insulina, também apresentavam pressão arterial elevada.

A resistência à insulina resulta de dieta com alto teor de farinha, açúcar, pouca ingestão de gordura saudável e pouco exercício. Assim, quem tem hipertensão, provavelmente também tem açúcar excessivo no sangue devido as mesmas razões.

Insulina armazena magnésio, que relaxa músculos, e como os receptores de insulina estão embotados e as células crescem resistentes à insulina, não é possível armazenar magnésio e que acaba eliminado na urina.

Se o nível de magnésio é baixo, os vasos sanguíneos se contraem, aumentando a pressão arterial e diminuindo o nível de energia. Assim, o corpo retém sódio que provoca a retenção de líquidos, que, por sua vez, provoca pressão alta.

Frutose e pressão arterial

A elevação da pressão arterial tem relação direta com o consumo de frutose. Frutose aumenta o ácido úrico que inibe óxido nítrico nos vasos sanguíneos. A falta de óxido nítrico diminui a elasticidade dos vasos e aumenta a pressão sanguínea.

O que é consumo elevado de frutose?

Na média 25 g/dia seria o máximo recomendado, ou seja, duas ou três frutas por dia é o limite para a maioria das pessoas. Quem já tem problema de pressão ou de açúcar elevado no sangue deveria se ater a 15 g/dia.

Conclusão: consumo elevado de frutose aumenta o ácido úrico e a hipertensão arterial.

Prevenção e controle da pressão arterial

Conforme vimos até aqui, hipertensão tem mais relação com açúcar no sangue do que com o sal. A solução não é uma dieta temporária, mas um estilo de vida com quantidades mínimas de farinha e açúcar, particularmente frutose. Isso ajuda a normalizar a pressão arterial e também reduz bastante o risco de outros problemas comuns de saúde, a exemplo de doenças cardíacas, obesidade, diabetes e até câncer e Alzheimer.

Um estudo, de 2010, mostrou que a média das pessoas consome 70 gramas de frutose por dia (o equivalente a duas latinhas de refrigerante) o que aumenta 77% o risco de pressão arterial elevada. Vale considerar que tem gente que consume o dobro desse total de acordo com as pesquisas do Dr. Richard Johnson, chefe da divisão de doença renal e hipertensão na Universidade do Colorado e autor de dois livros sobre os perigos da frutose. Os títulos são: A solução para o açúcar (The Sugar Fix) e O interruptor da gordura (The Fat Switch).

A fim de prevenir a hipertensão, a sugestão é manter o consumo total de frutose abaixo de 25 gramas por dia. Já para tratar a pressão alta, resistência à insulina, ou outro problema de saúde seria sensato limitar a frutose a no máximo 15 gramas por dia. Não se esqueça que é praticamente garantido que você vai se deparar com alguma fonte oculta de frutose, não só em bebidas, mas também em alimentos processados comuns no dia a dia.

Cerveja

Você sabia que o índice glicêmico da cerveja é maior que o do açúcar?

Cerveja é outra substância comum que eleva níveis de ácido úrico – e, portanto, a pressão arterial – além da frutose. O fermento e tudo o que é usado para produzir cerveja resulta em um poderoso gatilho de ácido úrico, de modo que diminuir ou eliminar o consumo de cerveja também é algo a considerar quando se tenta normalizar a pressão arterial.

Vale rever o hábito do chopinho…

Cafeína

Para quem está tentando baixar a pressão alta, também seria interessante limitar o consumo de café.

A conexão entre a cafeína e a pressão arterial alta ainda não é bem compreendida, mas há amplas evidências que indicam que, havendo hipertensão, cafeína pode exacerbar a condição.

Caso você deseje eliminar a cafeína da sua dieta, tente fazê-lo gradualmente ao longo de um período de dias ou mesmo de semanas, a fim de evitar sintomas de abstinência como dores de cabeça.

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