“A fome é o primeiro elemento da autodisciplina. Se você pode controlar o que come e bebe, pode controlar tudo o mais“

Umar Faruq Abs-Allah

“Siga o caminho da sua neurose; é a melhor coisa que você já produziu, seu valor real”
Jung



O que é a fome?

Fome é o que nos faz comer.

A fome pode se manifestar de vários modos.

Alguns tipos de fome parecem mais fortes, do que outras.

Encontramos diferentes maneiras de satisfazer nossa fome, dependendo do tipo, do que desejamos, do tipo de pessoas que somos, além dos alimentos que temos disponíveis.

“Nós, humanos, comemos para atender às necessidades biológicas, emocionais e culturais e devemos lembrar que satisfazer todos os três é a chave para a verdadeira saúde”
Bill Schindler

Motivações do ato de comer

1. Necessidade de nutrição

Quando nosso corpo exige nutrientes alimentares. Geralmente, com essa fome, sentimos fome de um item alimentar específico e não podemos parar de pensar nele até comermos esse alimento em particular. Mulheres grávidas geralmente experimentam esse tipo de fome quando começam a desejar alimentos “estranhos”, mas apenas para fornecer aos bebês em crescimento algum nutriente específico para a construção do corpo em formação.

2. Estômago vazio

O estômago quando se encontra vazio traz uma sensação de desconforto, diferente do que quando está satisfeito, principalmente de alimentos nutritivos, geralmente quentes.

Não gostamos da diferença, então sentimos fome de algo para preencher o estômago. E assim comemos regularmente, garantindo que nosso estômago nunca descanse.

Nessa sociedade de fartura, nunca descansamos o o estômago, permitindo que se esvazie e possa se renovar.

3. Carências afetivas

Tristeza, estresse ou outros desequilíbrios emocionais são motivações comuns que nos fazem querer comer. Assim como também podem exercer o efeito oposto na forma de perda de apetite.

Importante: quando comemos por motivos emocionais, geralmente buscamos alimentos associados ás carências que sentimos e que, por esse motivo, nem sempre podem ser chamados de alimentos, pois nos levam a sentir fisicamente tão mal quanto emocionalmente.

4. Sensações agradáveis

Desfrutamos da sensação de sabor de um tipo de alimento e / ou do modo pelo qual a comida é percebida, recebida na boa, mastigada, engolida, enfim o prazer da comida. Por isso ficamos com fome de alimentos agradáveis.

Geralmente alimentos que contêm muito sal, açúcar e gorduras. Isso pode ser explicado porque sal, açúcar e gorduras são vitais para a sobrevivência e são escassos na natureza.

Nosso corpo nos recompensa ao ingerir tais alimentos, buscando garantir, como se vivêssemos na natureza, para comer tudo o que pudermos.

Hoje, porém, podemos comprar facilmente todos esse alimentos salgados, doces e gordurosos que queremos. O resultado se reflete em excessos e obesidade, doenças, além desses tipos de alimentos terminarem por substituir outros alimentos dos quais precisamos.

5. Hábito

Muitas coisas se tornam hábitos. Sentimos segurança nos hábitos, gostamos de ter uma vida estruturada com regras que devem ser seguidas.

Comer regularmente cria um conjunto de regras e estrutura para a vida e, quando somos incapazes de seguir essa estrutura, incapazes de obter comida, temos fome, não por comida nesse caso, mas pela estrutura da vida.

6. Conhecimento

Alimento não diz respeito apenas a comida, mas também à informação.

Alimento é informação.

Alimento para pensar, sentir, agir, mudar.

Efeitos das motivações do comer

Em síntese, apenas o primeiro tipo de fome, comer por necessidade de nutrição, deve ser aceito.

Comer com base em um tipo de fome que não tem base em necessidades do corpo resulta em excesso e, assim, na falta de substâncias alimentares indispensáveis.

Porquê? Um dos efeitos marcantes do consumo de produtos alimentícios sedutores e refinados é sobrecarregar o organismo e dificultar a absorção dos nutrientes essenciais.

Por que comemos pelas razões erradas?

Pode-se dizer que as pessoas têm dois lados de si mesmos: 1.O eu percebido, personalidade, emoções e pensamentos; 2.O corpo físico. ●

Ambos são os dois lados da mesma coisa: o indivíduo.

Ambos afetam-se efetivamente. Se um muda, o outro se adapta para se parecer com o primeiro.

Ambos estão constantemente tentando se equilibrar e se manter uma pessoa equilibrada.

Então, quando uma pessoa fica triste, por exemplo, o corpo emocional descentraliza um pouco.

O resultado emocional reflete que algo não está bem.

Quando isso acontece, os corpos emocional e físico tentam se aproximar um do outro para encontrar equilíbrio.

Assim, quando a pessoa se recusa ou é incapaz de encontrar um jeito de trazer a tristeza de volta ao equilíbrio, o físico precisa ser ou fazer parte da mudança.

A pessoa é siderada pelos corpos tentando se encontrar.

Assim, a pessoa escolhe alimentos no mesmo padrão da tristeza.

Comer esse alimento também descentraliza, aproximando-o do corpo emocional.

Decorre um sentimento de equilíbrio, pois os corpos se aproximam, mas a pessoa encontra-se onde não deveria estar.

Não é bom, mas, assim, parece um pouco melhor.

Nesse sentido, sentimos atração e comemos os alimentos que fazem nosso corpo buscar o mesmo nivelamento do corpo emocional.

Em síntese, escolhemos os alimentos que equilibram nosso corpo com nossa personalidade, emoções e consciência.

Como compreender a fome?

Devemos esperar ter fome de equilíbrio?

Existe algum modo de trabalhar com a fome?

O que podemos fazer para aprender a comer de verdade?

É claro que uma pessoa pode superar os desejos ou esses tipo de fomes falsas que nos acometem.

Precisamos explorar os motivos pessoais que nos levam a comer.

O que nos faz escolher aquele alimento em particular, naquela forma específica (cozida, crua etc.), naquele momento específico, naquela quantidade específica?

Pensar nisso, pode ajudar a ampliar a consciência da fome e hábitos alimentares.

É possível descobrir as vezes em que comemos por motivos desnecessários.

Nesse caso, a fome desaparece.

A compreensão da fome não se trata de algo apenas orgânico, mas principalmente de autoconsciência.

Nutrição não se trata apenas de alimento

Alimentar-se não se refere apenas à comida.

Envolve o que se pensa, sente, ouve, assiste e até o que se lê.

Além, também, das interações com os locais e pessoas com quem se convive.

Enfim, toda assimilação, de energia, emocional ou mental.

Qual o segredo do Comer de Verdade?

Paradoxalmente, a essência das necessidades individuais não se encontra fora, mas em si mesmo.

A solução para seus problemas de saúde encontra-se na sua fome, naquilo que existe por trás das tentativas de equilíbrio pessoal e que pode ser encontrada nos desequilíbrios nutricionais pessoais.

Em outras palavras, o núcleo da crise de nosso tempo é a busca pelo próprio eu.

Nesse sentido, os problemas de saúde apontam a solução no caminho que precisa ser percorrido.

A doença é a tentativa da natureza de ajudar a pessoa a integrar o que lhe falta.

Muitas vezes, no que o doente não quer ver encontra-se a verdadeira necessidade não atendida e que dificilmente será encontrada em outro lugar.

Participe de nossa semana gratuita “Aprenda a Comer de Verdade: A melhor, mais completa e verdadeira medicina”.

É isso aí!

Os melhores votos de Autonomia em Saúde.

Antonio Pitaguari