Olá a todos!

Neste post vou informar sobre a nova etapa que estamos iniciando na Autonomia em Saúde. 

Autonomia em Saúde começa em 2009, quando recebi a prescrição de tomar medicamento para baixar o colesterol, o que fiz por 6 meses e que me trouxe alguns efeitos colaterais indesejados.

A partir daí, entendi que precisava entender como prevenir doenças por mim mesmo, passei a estudar o que é e como ter saúde e acabei apaixonado pelo tema que considero o mais essencial em nossa vida: autonomia em saúde.

Autonomia em saúde diz respeito a capacidade de estar consciente e saber como absorver sua nutrição, não apenas de alimentos, mas principalmente de energias, sentimentos e ideias que formam a nossa realidade existencial.

Autonomia em Saúde teve início em 2015, o objetivo era compartilhar os achados que eu vinha fazendo, pois eram deveras impactantes e dos quais eu não tinha a menor ideia.

Por exemplo, um dos maiores problemas do nosso sistema atual de assistência médica constitui o fato de que em vez de testes e tratamentos preventivos a fim de evitar doenças, antes que elas ocorram, a abordagem médica atual é a de esperar até que as pessoas já tenham uma doença e, assim, prescrever medicamentos para tratar essas condições.

Em outras palavras, os serviços de assistência médica têm maior foco em cuidar do sintoma do que realmente em ajudar as pessoas a entender, prevenir e resolver a causa de seus problemas de saúde.

Desde então venho estudando e compartilhando conteúdos bem interessantes, principalmente sobre nutrição, colesterol, paradigma dos tipos metabólicos, sucos vegetais, enema de café, tratamentos de câncer, entre outros tantos e diversos assuntos que extrapolam os cuidados das assistências de saúde convencionais. 

Em 2016, comecei o curso de Nutrição e do qual obtive o título de nutricionista em 2019.

O curso de nutrição e a experiência de professor universitário de disciplinas como pensamento crítico entre outras, além de editor, autor, tradutor e revisor de textos e livros científicos foram a base para desenvolver Autonomia em Saúde.

Agora, em 2020, como nutricionista, com 63 anos de idade, estou retomando esse projeto com uma nova visão.

A visão de que não posso, como ninguém pode, se posicionar como guardião da verdade em nutrição ou saúde. Toda verdade é parcial e incompleta. Entendo profundamente que se posicionar em alguma visão polarizada, veganismo ou carnivorismo, por exemplo, mostra parcialidade e incompletude. Precisamos uma visão capaz de sobrepairar extremismos, polarizações e autoridades e, assim, capaz de integrar com moderação, o que existe de melhor em cada polo, bem como desconsiderar o que é enviesado.

Tal visão é o foco principal de nosso esforço e produção vindoura.

Todo este trabalho tem me ajudado bastante, nos estudos independentes, a resolver alguns problemas pessoais de saúde, tais como colesterol, perdi 20kg de peso, problema de cândida, inflamações como ácido úrico, do trato gastrointestinal e dentárias, gases e câimbras, por exemplo. Preciso também ser sincero, e dizer que ainda tenho muito que preciso melhorar e penso também a interação neste canal pode permitir valiosos feedbacks.

De qualquer modo, passando a régua, autonomia em saúde, hoje, é capaz de questionar e orientar o percurso de cada interessado a alcançar sua própria maturidade em questões vitais de saúde, como por exemplo estas 8:

1. Como conduzir com maturidade nossa saúde e relacionamentos nesse contexto de desafios e crises sociais

2. Como ter saúde em contexto de juizos de valores e preconceitos

3. Até que ponto uma doença pode vir de fora ou surge dentro do sujeito

4. O que são e quais as reais causas das doenças crônicas

5. O que são e quais as reais causas das doenças infecciosas

6. O que a teoria dos germes tem a ver com conflito, alteração e controle e como conviver com vírus e germes

7. O atual momento social e por que a responsabilidade corporal e a maturidade emocional nunca foram tão essenciais para autonomia em saúde

8. O que podemos fazer para desenvolver a liberdade da saúde

Uma parte importante nesse caminho é analisar e usufruir, mas principalmente questionar a ciência oficial onde se concentram em elevadas doses dogmas e autoridade.

Por exemplo, não faça nada sem falar com seu médico. Nos é imposto um locus externo de controle e saúde não vem de fora. 

Um ponto essencial a ser considerado: ciência é relativa e apenas aponta direções, ou seja, não é definitiva. Na ciência predominam mais dúvidas do que certezas. Por isso, debate, reflexão e liberdade de ação são mais efetivos do que a aceitação passiva da autoridade.

A ciência da nutrição vive essa mesma condição. Nutrição é um dos temas que inclui maior volume de mitos e dogmas. A maioria tem suas próprias convicções sem considerar outras visões. 

Qual a novidade de ouvir apenas o próprio lado?

A ciência da nutrição precisa de reforma radical. Não faz nenhum sentido recomendar 60% de carboidratos, ignorando o alto consumo de farinha, açúcar e óleo refinado e, ainda, sugerindo evitar o consumo de carne vermelha.

Desde a fase inicial da Autonomia em Saúde, quando descobri, eu já valorizava bastante a mensagem de Hipócrates. 

“Que o alimento seja o teu remédio. Que o remédio seja o teu alimento”.

Talvez essa seja a citação mais aplicada em Nutrição. Todos falam isso, mas parece que ninguém ainda entendeu direito essa mensagem. Se tivéssemos entendido não haveria tantas doenças e procura por medicamentos e suplementos que absolutamente não são alimentos de verdade.

É claro que movimento, sono, o ambiente onde se vive e também a comunidade com quem se convive são variáveis essenciais na AeS.

Entretanto é o alimento que integra e mantém a conexão entre corpo e mente, entre biologia e consciência. A qualidade do alimento é essencial para o sustento, desenvolvimento e evolução de uma vida saudável.

Assim, com base nas melhores evidências pessoais e científicas, nosso objetivo é estimular as pessoas a aprenderem a comer comida de verdade e ter um relacionamento melhor com a nutrição, que não diz respeito apenas aos alimentos, mas com tudo que nutre uma pessoa.

Vale chamar atenção: você não é feito do que come, mas do que consegue absorver, seja alimento, energia, sentimento ou ideia.

Precisamos mais do que nunca de uma mentalidade de saúde nutricional capaz de saber o que comer, o que não comer, como e quando comer, ou seja, saber comer o adequado e suficiente, evitando comer toda hora e em excesso.

Aí se encontra a melhor, mais completa e verdadeira medicina.

Esperamos sinceramente que Autonomia em Saúde possa lhe ser útil.

Estamos em um momento crucial da história humana.

O desafio hoje é a qualidade do conteúdo acessível a todos, principalmente devido a alta manipulação a que fomos submetidos em nossa sociedade desde a educação formal, da mídia e dos outros variados modos de interação social.

Precisamos trabalhar juntos para encontrar e valorizar as fontes especializadas e éticas a fim de desvendar a rede de enganos e desinformação, de políticos e mídia controladores, que vem sendo incutidos em nossa população.

Com a sua participação, visamos contribuir para o despertar das pessoas interessadas nesses tempos de autoritarismos e polaridades. Paradoxalmente, o tempo é incrivelmente oportuno para aprendizagens e regenerações na saúde individual e coletiva.

É isso aí pessoal!

Pela atenção, gratidão!

Antonio Pitaguari