Olá Leitor,

Li o texto A Pessoa Livre e Independente, de Jon Rappoport, famoso repórter investigativo e autor de trabalhos como THE MATRIX REVEALED, EXIT FROM THE MATRIX e POWER OUTSIDE THE MATRIX.

Considerando a íntima relação com o processo de construção da Autonomia em Saúde, segue uma tradução livre do texto.

Aqui o link para o artigo original.

Desde a década de 1960, muitas pessoas decidiram que, a fim de criar o futuro que desejam, devem dedicar-se a introspecção. Introspecção espiritual ou psicológica.

Grande número de tais pessoas tornaram a busca da introspecção em indecisão e paralisia.

Existem muitas questões a serem consideradas.

Começando na década de 1960, vimos a importação de várias filosofias e práticas orientais. Chegaram em formas diluídas e distorcidas. Foram introduzidas versões parciais de “karma” e “equilíbrio” e “rendição” e “abdicação aos desejos do universo”.

“Se algo não acontece, é porque não era para ser.”

No final, equivale a esperar em uma estação cósmica por um trem que nunca chega.

Ou em termos psicológicos: “Tenho que resolver o passado antes que eu possa buscar o futuro.” “Como posso saber o que quero se estou preso em conflitos passados?”

O efeito foi a diminuição do potencial da ação humana. Uma espécie de processo judicial no qual todas as provas da defesa foram aceitas como evidências e dominaram o veredicto.

Mais recentemente, outro limitador veio à tona, assim expresso: “Agora vejo através da falsa realidade, vejo como a realidade está sendo manipulada pelos poderes constituídos, então o que fazer? Estamos à mercê de tais forças”.

Eu poderia sugerir que esses vetores foram e são uma operação intencional, cujo propósito é desmoralizar o indivíduo e afastá-lo da própria liberdade, independência e poder, o que não seria impreciso, mas que não contaria toda a história, por uma razão vital:

O indivíduo é a única pessoa que pode mudar o curso do próprio destino. Outros podem ajudar, mas a decisão final é dele.

Isso é absolutamente fundamental.

E aqui está o princípio que antecede todos os outros: mesmo que o indivíduo determine que não exista esperança, deve viver a vida de qualquer maneira. Apesar de todas as boas razões para desistir, deve ignorar todas elas e seguir rumo ao futuro.

Porque ao fazer assim, logo começa a ver a própria visão mudar. Não é mais o mesmo.

E isso significa liberdade, independência e poder. Basicamente, você somente se apossa dessas qualidades depois de saber que tudo é impossível. Essa é a prova de fogo ou teste decisivo.

Cada indivíduo, desde a aurora dos tempos, vem pensando sobre si mesmo em caixas cada vez menores até não que não há mais espaço – e então certos indivíduos, que são buscadores espirituais e metafísicos, apostaram todas as suas fichas em para projetar ações no mundo… e revolucionaram seus destinos.

É o que algumas pessoas chamam de “desigualdade de resultados”.

Podemos ir ainda mais fundo. Qual é o propósito final do pensamento, da reflexão e da introspecção? É chegar a conclusões que o pensador (a pessoa) deve seguir? Ou o próprio pensamento é um processo pelo qual as ideias servem ao indivíduo e aos seus objetivos?

A última opção é a melhor.

O primeiro grande filósofo do Ocidente, Platão, seguiu o primeiro caminho. Ou seja, aplicou sua mente no sentido de entender a base da realidade, e chegou à conclusão de que havia ideias imortais e puras existentes em uma dimensão superior, e que eram imutáveis. A sociedade, portanto, só podia triunfar se certos sábios, que pudessem apreender diretamente tais ideias, governassem todos os outros. Assim, a liberdade, a independência e o poder da investigação aberta levaram ao totalitarismo. A liberdade levou à escravidão.

O indivíduo, quando tudo é dito e feito, é o próprio navio. Por muito que possa aprender sobre navegação, chega o momento em que ele e seu navio deixam a costa. Ele explora. Ele descobre. Ele inventa.

Ele inventa seu próprio futuro. Não importa o que.

Seríamos tolos se não percebêssemos que, através da história humana, os indivíduos compreenderam, por si mesmos, todos esses pontos.

E quando a República Americana foi inventada, esses mesmos pontos eram “o pano de fundo”. Qual era o sentido de controles, equilíbrios e separação de poderes? Qual foi a razão para a enumeração dos poderes federais e a concessão de todos os outros poderes aos estados e ao povo? Por que o governo federal foi espremido em suas extremidades? Porque o indivíduo livre e independente era a verdadeira moeda do contexto. Ele precisava de latitude. Ele precisava de proteção legal, da melhor maneira que pudesse ser fornecida, a partir de um poder arbitrário.

Caso contrário, por que se preocupar?

A Constituição era muito mais do que uma extensão da independência da Inglaterra. Os homens que escreveram os Artigos e a Declaração de Direitos e os homens que votaram e ratificaram tais decretos – defender ou negar seus “motivos mais profundos” é, ao final, uma distração do fato de que a Constituição contém ideias que ajudam a libertação do indivíduo livre e independente.

As ideias ainda permanecem.

Tem base na noção de que esses indivíduos existem e vão promover, apesar de todas as razões contrárias, seus próprios desejos criativos e torná-los realidade no mundo.

Pense nas massas amontoadas ansiando por liberdade. Uma massa humana nunca poderá ser livre. E mesmo que a massa possa exigir com sucesso a liberdade, quem pagará a conta? O indivíduo. Aqui acabam todos os jogos de empurra, e ninguém pode mudar essa verdade.

Há aqueles que acreditam que um lago calmo é o fim de toda existência. E então vem um barco, e as ondas começam a se espalhar. Um indivíduo chegou.

Você pode ser a pessoa que olha para o lago, bancando a não ação, ou você pode estar no barco, produzindo suas melhores ideias, visões e sonhos, apesar de todas as razões para não o fazer.

“Existe um exército inteiro de especialistas, cujo trabalho é dizer que só se alcança o sucesso quando se faz parte de um grupo. Seu status como indivíduo é transmitido a você carregado com falsas mensagens. Portanto, desista da maior aventura do mundo, pegue o elevador, desça até o porão, saia e junte-se à multidão, é onde se encontra o amor. É ali que sua coragem inútil se dissolve em açúcar e o coro de queixas será magicamente transformado em um paraíso do menor denominador comum. Abandone o fantasma. Você está em casa. O sol nunca nasce ou se põe. Nada muda. A mesma mesmice é a regra”. (O Subterrâneo, Jon Rappoport)

Aqui o link para o artigo original.

Referência

RAPPOPORT, Jon. The free and independent individual. Jon Rappoport´s Blog. Disponível em: <https://jonrappoport.wordpress.com/2017/04/27/the-free-and-independent-individual/>. Acesso em: 27.04.17.