Mamografia: Quando o Diagnóstico é Pior que a Própria Doença

Por que nunca foi provado que o diagnóstico de câncer por imagens pode ‘salvar vidas’ – e o que podemos fazer a respeito

Recentemente, o conceituado periódico British Medical Journal (BMJ), publicou a pesquisa “Por que nunca foi provado que o diagnóstico de câncer por imagens pode ‘salvar vidas’ – e o que podemos fazer a respeito” (1). O artigo mostra que, em vez de salvar vidas, os métodos de diagnóstico de câncer promovem sofrimento e aumento da mortalidade.

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Grande parte do que se pensa serem os esforços para reduzir o número de mortes provocadas por doenças como câncer de mama, próstata, pulmão, pele, cérebro, tireoide, só para citar algumas, são ações enganosas e propagandistas. Na verdade, evidências científicas revelam que, na melhor das hipóteses, a agenda para a prevenção do câncer é pseudocientífica.

Embora a expansão dos exames de mamografia, as taxas de câncer de mama invasivo continuam aumentando em diversas populações. A mamografia salva apenas uma para cada 2.500 mulheres testadas. A taxa de alarme falso da mamografia chega a 40%, o que resulta em altas taxas de biópsias e outros testes desnecessários, sem falar no estresse, sofrimento e comprometimento da vida das mulheres envolvidas. Um número crescente de evidências clínicas indica que as radiografias de “baixa energia” utilizadas nas análises de mama são até 500% mais carcinogênicas do que se supunha anteriormente.

Mamografia é prejudicial e deve ser abandonada

Outro artigo, intitulado “Mamografia é prejudicial e deve ser abandonada”, de Peter C Gøtzsche (2), pesquisador do conceituado Centro Cochrane na Dinamarca, informa que muito mais mulheres se prejudicam do que se beneficiam com a mamografia. A promessa de salvar vidas e seios não é verdadeira. A triagem não faz as mulheres viverem mais, apenas aumenta as mastectomias; os cânceres não são descobertos cedo, mas tarde e em números grandes. Há tanto diagnóstico impreciso que a melhor coisa que uma mulher pode fazer para reduzir o risco de se tornar paciente com câncer de mama é evitar a mamografia, o que reduz o risco de ter câncer de mama em um terço. Gøtzsche escreveu um folheto de informação em 16 idiomas que pode ser encontrado em www.cochrane.dk, a fim de facilitar que a mulher possa tomar uma decisão informada se deve ou não se submeter a mamografia. Gøtzsche menciona e concorda com a decisão do Conselho Médico Suíço, que em 2014, recomendou que a mamografia fosse interrompida porque é nociva a saúde.

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O lado oculto do câncer de mama: o mês da (in)conscientização

Um terceiro texto valioso é de Sayer Ji (3), fundador do GreenMedInfo, denominado “O lado oculto do câncer de mama: o mês da (in)conscientização”. O mês da conscientização sobre o câncer de mama, em vez de aumentar a conhecimento sobre as causas evitáveis ​​do câncer de mama, na verdade aumenta o faturamento da indústria de câncer na promoção de seu principal meio de prevenção: a mamografia e outras terapias medicamentosas para tratar os sintomas. Existe nesse caso, no mínimo um sério conflito de interesse. Uma verdadeira ação de conscientização teria foco na prevenção das principais causas do câncer de mama: deficiências nutricionais, toxinas ambientais, inflamação e excesso de estrogênio que, infelizmente, continuam sendo ignoradas.

Clique aqui para ler o texto original.Imagem artigo 3Inutilidade e Malefícios da Mamografia

Aqui no Brasil, veja no YouTube, o vídeo Inutilidade e Malefícios da Mamografia com o depoimento da Dra Lucia Kerr.

Clique aqui para assistir o vídeo da Dra Lucia Kerr.

Concluindo, os autores Prasad, Lenzer e Newman (2016), concluem o primeiro artigo acima citado (1) com uma importante mensagem final:

“Incentivamos os profissionais de saúde a serem francos quanto às limitações dos diagnóstico de câncer, os danos são certos, mas os benefícios não o são. Evitar tais diagnósticos pode ser uma escolha razoável e prudente para muitas pessoas. (…) Apelamos para a aplicação de padrões mais elevados de evidências, não para satisfazer um padrão obscuro e esotérico, mas para permitir uma tomada de decisão racional e compartilhada entre médicos e pacientes. Como diz Otis Brawley, da Sociedade Americana do Câncer, ‘Devemos ser honestos sobre o que sabemos, o que não sabemos e o que simplesmente acreditamos’”.

REFERÊNCIAS

  1. PRASAD, V; LENZER, J; NEWMAN, DH. Why cancer screening has never been shown to “save lives”–and what we can do about it. British Medical Journal (BMJ), 352:h6080. Doi: 10.1136/bmj.h6080, 06 de janeiro de 2016.
  2. GØTZSCHE, Peter C. Mammography screening is harmful and should be abandoned. Nordic Cochrane Centre, Rigshospitalet, Dept 7811, Denmark Corresponding author: Peter C. Gøtzsche. Email: pcg@cochrane.dk. Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/385694/mod_resource/content/1/J%20R%20Soc%20Med-2015-G%C3%B8tzsche-341-5.pdf>. Acesso em: 19.04.17.
  3. JI, Sayer. The Dark Side of Breast Cancer (Un)Awareness Month. GreenMedInfo. Disponível em: <http://www.greenmedinfo.com/blog/dark-side-breast-cancer-unawareness-month>. Acesso em: 19.04.07.

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