Por que a maioria dos médicos estão errados sobre osteoporose

E se a osteoporose não for a principal causa de fraturas no envelhecimento da população?

E se ambas as definições de osteoporose e osteopenia usadas para justificar o respectivo tratamento farmacêutico fossem enganosas e inadequadas?

Epidemia de osteoporose

Como vimos no post anterior, a epidemia de osteoporose não é um conceito que tenha base em evidências, mas um que busca servir os interesses de um crescente complexo industrial médico e farmacêutico.

“Osteoporose: o imperador não tem roupas”

Um artigo publicado no Journal of Internal Medicine intitulado “Osteoporose: o imperador não tem roupas” (Osteoporosis: the emperor has no clothes), confirma que a principal causa do que normalmente são rotulados como “fraturas osteoporóticas” são quedas e fatores de estilo de vida, e não exatamente osteoporose, ou seja, ossos de baixa densidade ou anormalmente porosos.

Falsas noções da osteoporose

O novo estudo apontou três falsas noções que podem ser contestadas:

  1. Fisiopatologia equivocada: A maioria dos pacientes com fratura na verdade não possuem osteoporose. A queda pode ser atribuível a um declínio relacionado ao envelhecimento, ao funcionamento físico e à fragilidade geral.
  2. Rastreio ineficaz: As estratégias de predição de risco de fratura atualmente disponíveis, incluindo a densitometria óssea e as ferramentas de predição multifatorial, são incapazes de identificar os pacientes que sofrerão fraturas, enquanto muitos com alto risco de fratura não terão fraturas.
  3. Tratamentos não comprovados e não seguros: Prova da eficácia da prevenção da fratura do quadril em mulheres acima 80 anos de idade e em homens de todas as idades é escassa ou ausente. Além disso, a eficácia da prevenção de fraturas de quadril mostradas em ensaios clínicos inexiste em estudos de vida real. As drogas para tratamento da osteoporose também foram associadas a riscos aumentados de eventos colaterais adversos e graves. Além disso, existem incertezas consideráveis ​​relacionadas à eficácia da terapia medicamentosa na prevenção de fraturas vertebrais.

As quedas a não a baixa densidade mineral óssea são as causas primárias das fraturas

Milhões de homens e mulheres cujos ossos são realmente normais para sua faixa etária estão sendo manipulados para pensar que seus ossos devem permanecer tão densos quanto os de um jovem adulto aproximadamente 30 anos mais novo. Apesar do processo natural de desgaste ósseo e redução de densidade que acompanha o processo de envelhecimento.

Patologização e medicalização

Este sistema de densidade óssea patologiza e medicaliza as variações normais da densidade dos ossos, criando diagnósticos de doenças inexistentes.

Tal situação interessa e é muito lucrativa da perspectiva das empresas de serviços farmacêuticos e médicos o que levanta um problema enorme de diagnósticos e tratamentos desnecessários (iatrogenia).

Hiperdiagnóstico e hipertratamento

Um eufemismo para descrever o que ocorre quando as populações assintomáticas e de outra forma saudáveis ​​são consideradas portadoras de “doença específica” que não possuem (hiperdiagnóstico) e subsequentemente pressionada a tomar medicamentos farmacêuticos (hipertratamento), cujos efeitos adversos muitas vezes contribuem para a morbidade e mortalidade prematura.

A realidade, no entanto, é que a queda e não a baixa densidade mineral óssea é a principal razão para a ocorrência das fraturas ocorrem. Quanto mais velho, mais frequentes são as quedas, e quanto mais velho menos denso os ossos se tornam.

Assim é fácil confundir a menor densidade mineral óssea como “causa” e não apenas “associação” com o aumento do risco de fratura.

Medicamentos

Enquanto drogas utilizadas podem (bisfosfonatos) podem contribuir para o aumento da densidade mineral óssea, elas não necessariamente melhoram a qualidade e a força dos ossos. O osso muito denso criado pela destruição de osteoclastos (células que degradam os ossos) pode ser muito mais frágil do que um osso menos denso, onde há rotação saudável dos osteoclastos e dos osteoblastos (células que compõem os ossos).

De fato, drogas são notórias por contribuir na degeneração óssea no maxilar (osteonecrose).

Câncer de mama

Além disso, existe extenso corpo de pesquisa que indica a densidade óssea mais alta que o normal, aumenta o risco de câncer de mama o que questiona a atual orientação de aumentar a densidade óssea a qualquer custo com medicamentos e suplementos de cálcio altamente tóxicos.

Além disso, o novo estudo aponta que as meta-análises da literatura clínica sobre o tratamento farmacológico da osteoporose para a redução do risco de fratura não produziram evidências confiáveis. Apesar disso, eles apontam que “as diretrizes para osteoporose ignoram sistematicamente o vazio de evidências obtidos nos ensaios clínicos randomizados.

Considerações finais

Os autores concluem: “Diante de tais fatos, deve a osteoporose ser acrescentada à longa lista de diagnósticos para os quais fazer menos, ou mesmo nada, é melhor do que a nossa prática médica contemporânea?”

Felizmente, não precisamos “não fazer nada”. Estilo de vida, incluindo exercício, nutrição e práticas como ioga, tai chi, etc., podem estabelecer o caminho para reduzir o risco de fratura, bem como apoiar o desenvolvimento de uma densidade mineral óssea saudável e, mais importante, à força óssea e à integridade estrutural.

 

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