O que é Farmacologia, prescrição e desprescrição de medicamentos?

O que é Farmacologia, prescrição e desprescrição de medicamentos?

Agradecendo o interesse, é importante informar que esse texto foi desenvolvido por um estudante de quinto período do curso de nutrição e professor universitário de administração. Os principais objetivos são de atender as demandas curriculares do módulo Nutrição nos Ciclos da Vida, além é claro de contribuir para a Autonomia em Saúde dos leitores deste Blog.

É importante começar esclarecendo que medicamentos são muito úteis e devem certamente fazer parte do repertório terapêutico de todo bom médico. Entretanto, é preciso compreender que nenhuma doença é deficiência de algum fármaco. Nesse sentido, remédio isoladamente não contribui para saúde sustentável e bem-estar, que precisa incluir um estilo de vida equilibrado.

Assim, nosso entendimento é que comida de verdade (evitar produtos processados), períodos sem comer (as vezes longos), movimentos físicos regulares, mentalidade, ambiente e comunidade razoavelmente ajustados devem ser suficientes para não precisar tomar medicamento indefinidamente. Daí o conceito de desprescrição, ou seja, da finalização do tratamento medicamentoso que veremos mais adiante.

O problema é que parte significativa da população de adultos toma regularmente medicamentos prescritos e isso resulta em um expressivo número de reações adversas. Só nos EUA, medicamentos prescritos nas doses corretas e para os pacientes que deles precisam promovem mais de 100.000 mortes/ano. Reações adversas a medicamento respondem pela quarta principal causa de morte nos EUA, um total superior a doenças pulmonares, diabetes, AIDS, pneumonia, incluindo acidentes automobilísticos.

 

O que é Farmacologia?

Farmacologia é o ramo da biologia relacionada ao estudo sobre como agem as drogas no organismo humano. Medicamento pode ser definido como qualquer molécula artificial, natural ou endógena (de dentro do corpo) que exerce um efeito bioquímico ou fisiológico sobre alguma célula, tecido, órgão ou organismo. Por vezes a palavra fármaco pode ser aplicada como um termo para abranger essas espécies bioativas endógenas e exógenas (VALENTIM, 2018).

A farmacologia abrange o estudo das interações que ocorrem entre um organismo vivo e substâncias químicas que afetam a função bioquímica normal ou anormal. Quando as substâncias apresentam propriedades medicinais são consideradas produtos farmacêuticos.

Como o corpo interage com os fármacos?

A ciência farmacologia abrange duas principais subdisciplinas: farmacodinâmica e farmacocinética (AEGIS SHIELD, 2018a).

  1. A farmacodinâmica pode ser definida como “o que a droga faz ao corpo”. Estuda tópicos como o mecanismo de ação de um remédio (como a aspirina resolve a dor de cabeça?); o alvo da droga (onde a aspirina age para aliviar a dor de cabeça?), além de qual quantidade da droga é necessária para produzir os resultados desejados (quantas aspirinas é preciso tomar para aliviar a dor de cabeça, sem prejudicar o estômago ou causar outros efeitos adversos?).
  2. A farmacocinética é definida como “o que o corpo faz com a droga”. Concentra-se no movimento das drogas para dentro, através e para fora do corpo. Por exemplo, a farmacocinética avalia a administração da droga (é melhor tomar a droga oralmente ou injetá-la?), a distribuição de medicamentos (como o antibiótico chega ao local da infecção?), o metabolismo da droga (como o corpo reage a droga?), além da excreção da drogas (como a droga é excretada do corpo?).

Quais os efeitos dos fármacos no organismo humano?

Um aspecto central da farmacocinética (como o corpo reage aos medicamentos) é o metabolismo das drogas, ou o processo pelo qual as drogas são alteradas para facilitar sua remoção do corpo. Em última análise, o corpo precisa encontrar maneira de se livrar do produto químico que lhe foi introduzido (AEGIS SHIELD, 2018b).

O objetivo do metabolismo das drogas é inativar e tornar os fármacos solúveis em água, de modo que possam ser excretados do corpo. O metabolismo de drogas é mediado principalmente por enzimas o que significa que isso não acontece espontaneamente, existem proteínas no corpo que processam as drogas e lhe facilitam a remoção. Ocorre principalmente (mas não exclusivamente) no fígado.

Também em órgãos-alvo (onde a droga afeta o corpo), como pulmões, rins e coração. Geralmente, o metabolismo inativa a droga para que ela possa ser removida do corpo. Mas há casos em que o metabolismo pode converter a droga em uma forma mais ativa. Quando isso ocorre, a droga é dita pró-droga e o metabólito é chamado de metabólito ativo. Pode haver considerável variação entre a capacidade dos indivíduos de metabolizar drogas. Isto se deve a diversos fatores, incluindo a presença de outras drogas, certos alimentos ou suplementos dietéticos, genética, idade, condições de doença e condições ambientais.

Onde ocorrem as interações dos fármacos no organismo

Existem duas fases gerais no metabolismo dos fármacos (AEGIS SHIELD, 2018c).

A fase 1 introduz grupos funcionais polares e reativos nos fármacos. As enzimas envolvidas no metabolismo da fase 1 incluem as enzimas do citocromo P450 (CYPs), monoamino oxidases, álcool e aldeído desidrogenases, além de várias outras.

As enzimas da fase 2 conjugam esses grupos reativos e polares com grupos que aumentam a solubilidade (coisas fáceis de sair do corpo). Os grupos incluem glicuronídeo, glutationa, glicina, sulfato, acetato e metila. Uma vez que este grupo está na droga, ela se torna solúvel em água, sendo facilmente transportado para a urina e excretado do corpo.

O metabolismo da fase 1 por CYPs e a conjugação da fase 2 a um glucuronídeo é uma das combinações mais comuns de drogas e metabolismo. Existem drogas que alteram a ação normal das enzimas que metabolizam as drogas. Algumas drogas induzem o CYP. Isto é tipicamente devido à produção da nova proteína (enzima metabolizadora de fármacos). Quando houver maior metabolização da droga presente, o metabolismo de todas as drogas por essa enzima será aumentado e você terá uma redução (ou nenhum efeito) da droga.

O hipericão (em inglês St. John’s Wort) é um exemplo de um suplemento dietético que induz o CYP3A4. Quando essa erva é ingerida juntamente com alguns medicamentos prescritos (amitriptilina, ciclosporina, digoxina, fexofenadina, indinavir, metadona, midazolam, nevirapina, sinvastatina, teofilina, varfarina e alguns contraceptivos orais, para citar alguns), pode haver redução das concentrações dos medicamentos no sangue.

Por outro lado, algumas drogas inibem as CYPs. Esta é a causa de muitas interações medicamentosas e efeitos adversos. Quando uma enzima é inibida, é essencialmente impedida de funcionar e não pode metabolizar nada. Isso causa um acúmulo de drogas no corpo e uma eventual toxicidade. Um exemplo disso é o suco de toranja (grapefruit), ou mais especificamente, um composto do suco chamado diidroxibergamotina. A diidroxibergaminina inibe o CYP3A4 e o torna incapaz de metabolizar qualquer substância com eficácia.

Vale acompanhar um interessante artigo do G1 sobre como os remédios agem no organismo e o jeito certo de tomá-los (G1, 2018).

O que é a relação entre dose e resposta?

Dosis facit venenum
Paracelso (1493-1541)

“A dose faz o veneno”. Esse ditado foi expresso por Paracelso, o homem conhecido como o Pai da Toxicologia (o estudo dos efeitos adversos dos produtos químicos). em organismos vivos). O princípio de Paracelso se confirma se concordarmos que todos os produtos químicos – até mesmo a água e o oxigênio – podem ser tóxicos se forem ingeridos, bebidos ou absorvidos em excesso. A partir daí, aplica-se o conceito farmacodinâmico dose-resposta a venenos e medicamentos (AEGIS SHIELD, 2018c).

Uma substância pode produzir um efeito associado às suas propriedades terapêuticas ou tóxicas (resposta) somente se atingir um sistema biológico suscetível em uma concentração suficientemente alta (dose). O conceito de dose-resposta é fundamental para determinar os níveis e dosagens “seguros” e “perigosos” para medicamentos, poluentes em potencial e outras substâncias às quais os seres humanos ou outros organismos estão expostos. Essas determinações são usadas no desenvolvimento de fármacos e muitas vezes são a base para os padrões de saúde pública, que especificam concentrações máximas aceitáveis ​​de vários contaminantes nos alimentos, na água potável pública e no meio ambiente (AEGIS SHIELD, 2018c).

Desse modo, as bulas dos medicamentos apontam as doses máximas determinadas para que a resposta apropriada ocorra (ou seja, trate a doença e minimize os efeitos colaterais negativos). Um aspecto importante das relações dose-resposta é o conceito de limiar. Para a maioria dos tipos de respostas tóxicas, existe uma dose, chamada limiar, abaixo da qual não há efeitos adversos (ruins) decorrentes da exposição ao produto químico. O corpo humano tem defesas contra muitos agentes tóxicos. Células em órgãos humanos, especialmente no fígado e nos rins, decompõem as substâncias químicas em substâncias não tóxicas que podem ser eliminadas do corpo pela urina e fezes (AEGIS SHIELD, 2018c).

Assim, o corpo humano pode ingerir alguns tóxicos (em uma dose que está abaixo do limiar) e ainda permanecer saudável. A identificação do limiar além do qual o corpo humano não permanece saudável depende do tipo de resposta medida e pode variar dependendo do indivíduo testado.

Os limiares baseados em respostas agudas, como morte ou coma, são mais facilmente determinados, enquanto os limiares para produtos químicos que causam câncer ou outras respostas crônicas são mais difíceis de determinar. Mesmo assim, é importante a identificação do nível de exposição a produtos químicos no qual não há efeito e que se determine os limiares quando possível. As relações dose-resposta geralmente dependem do tempo de exposição e da via de administração, portanto, quantificar a resposta após um tempo de exposição diferente ou por um caminho diferente leva a um relacionamento diferente e, possivelmente, a conclusões diferentes. Essa limitação é uma das razões pelas quais às vezes leva anos para se realizarem estudos de dose-resposta em um único medicamento ou produto químico.

O que são interações Farmacêuticas e interações fármaco-nutrientes?

Interações medicamentosas ou incompatibilidade farmacêuticas, ocorrem antes dos fármacos serem administrados no organismo, quando dois ou mais são misturados em uma seringa, soro ou algum recipiente. Ocorre, em geral, quando existe a necessidade de aplicação dois ou mais medicamentos ao mesmo tempo (PIRES, 2018).

O que você come e bebe pode afetar a ação dos medicamentos. É importante estar atento sobre possíveis “interações medicamentosas” e como evitá-las. Nem todos os medicamentos são afetados por alimentos. As interações podem acontecer tanto com medicamentos prescritos com quanto sem receitas médicas. Assim podem incluir antiácidos, vitaminas e suplementos. Interação medicamentosa é a mudança na forma como um medicamento funciona causado por alimentos, cafeína ou álcool (FAMILY DOCTOR, 2018).

Uma interação medicamentosa pode:
▪ impedir que um medicamento funcione como deveria
▪ causar um efeito colateral de um remédio para melhor ou pior
▪ causar um novo efeito colateral

Um medicamento também pode alterar a maneira como seu corpo usa um alimento. Qualquer uma dessas alterações pode ser prejudicial. Tomar determinado remédio ao mesmo tempo em que você come pode fazer com que seu corpo não absorva o remédio. Ou certos alimentos podem acelerar ou atrasar a absorção do medicamento. Por exemplo, não se deve combinar laticínios e antibióticos. Alguns medicamentos devem ser tomados com o estômago vazio (1 hora antes de comer ou 2 horas depois de comer).

A comida pode causar reaçóes que altera o efeito do medicamento. Também pode criar ou aumentar os efeitos colaterais. Suco de toranja e alimentos ricos em potássio são reconhecidos por influenciar a absorção de medicamentos. Por outro lado, alguns medicamentos são mais fáceis de manusear quando tomados com alimentos. Se você não os ingerir com comida, pode sentir náuseas ou tonturas.

 

Como reduzir riscos na ingestão de medicamentos?

Leia a bula para identificar possíveis interações entre drogas e alimentos. Tomar remédio pode ser algo difícil, especialmente se houver risco de interações. Crie uma rotina para tomar um ou todos os seus medicamentos. Dicas importantes que podem ajudar são (FAMILY DOCTOR, 2018):

  1. Leia todas as instruções, avisos e precauções de interação. Mesmo medicamentos sem receita podem causar problemas.
  2. Tome todo o medicamento com um copo cheio de água, a menos que o seu médico lhe diga o contrário.
  3. Não misture remédios em sua comida ou descarte cápsulas, a menos que seu médico lhe diga para fazer isso. Isso pode mudar a maneira como o medicamento funciona.
  4. Não misture o medicamento em bebidas quentes. O calor pode impedir que o medicamento funcione.
  5. Não tome vitaminas ao mesmo tempo que toma outro medicamento. Vitaminas e minerais podem causar problemas se forem tomados com alguns medicamentos.
  6. Nunca tome remédio com bebida alcoólica.
  7. Definir um alarme para a ingestão de medicamento.
  8. Manter um calendário registrar o dia e horário de cada remédio.

 

Existe excesso no uso de medicamentos?

O total de prescrições vem aumentando de modo significativo. A complexidade e o número de medicamentos também. Nos Estados Unidos, o número de prescrições aumentou, entre 1997 a 2016, 85%, subindo de 2,42 para 4,47 bilhões/ano (OSBORN et al., 2017). Em torno de três quartos de todas as visitas a um médico terminam com uma prescrição de medicamentos, de acordo com um relatório da revista Health Affairs (OSBORN et al., 2017). O fato de que o adulto americano médio toma quatro medicamentos prescritos, enquanto outros 75% fazem uso regular de pelo menos um remédio sem receita.

Para começar, muitas novas drogas são colocadas no mercado depois de serem testadas em uma média de 1.500 pacientes, de acordo com a FDA, o que pode não ser suficiente para apontar riscos potenciais antes de serem liberados para consumo regular (MERCOLA, 2017).

Algumas drogas causam graves reações adversas em números muito pequenos e exigiriam muito mais exposições para detectar a reação. Além disso, é interessante observar normalmente mais da metade dos pacientes consulta e recebe prescrições de dois ou mais médicos.  Isso só aumenta o risco de efeitos adversos, pela falta de comunicação entre médicos envolvidos. E, a menos que os medicamentos sendo consumidos sejam mencionados especificamente, os médicos podem não considerá-los ao lhe fornecer nova receita (MERCOLA, 2017).


Como saber identificar possíveis interações adversas entre medicamentos?

O ideal é não depender apenas de médicos e até de farmacêuticos para identificar interações perigosas com medicamentos. Nem sempre eles estão atentos a todos os medicamentos que seus pacientes estão tomando (ou das potenciais interações perigosas).

Em uma investigação do Chicago Tribune (ROE; LONG; KING, 2016), descobriu-se que grande parte das combinações dos medicamentos representava risco para milhões de americanos. Segundo essa matéria, tais combinações de medicamentos podem resultar em acidente vascular cerebral, insuficiência renal, privação de oxigênio, gravidez indesejada, defeitos congênitos e outros riscos à saúde, no que chamaram de um “fracasso global da indústria farmacêutica” (ROE; LONG; KING, 2016).

 

Existe relação entre medicamentos e expectativa de vida?

O aumento da taxa de prescrição de medicamentos diminui a expectativa de vida. Em 2015, foi registrado a queda da expectativa de vida dos americanos, de 78,9 anos, em 2014, para 78,8 anos, em 2015 (FRIED, 2017). Trata-se de pequena mudança, mas que merece detida avaliação, especialmente à luz da epidemia dos opioides, aumento taxas de obesidade e doenças crônicas resultantes de estilos de vida pouco saudáveis.

Pesquisas também mostram que a maioria dos adultos americanos, mais de 52%, vive com pelo menos uma condição médica crónica, doença mental ou abuso / dependência de substâncias, com “substancial sobreposição das condições” (FRIED, 2017). Infelizmente, mais drogas disponíveis para tratar esses problemas, e, em seguida, drogas adicionais para tratar os efeitos colaterais inevitáveis, só pioram o problema. O sistema está enraizado em maximizar lucros em vez de ajudar as pessoas a manter ou recuperar sua saúde.

A maioria das doenças que estamos tentando “administrar”, encontra-se relacionada com o estilo de vida, e se você não abordar a causa primária, nunca ficará melhor. É preciso tratar a causa subjacente a fim de promover saúde e bem-estar a longo prazo. Do TDAH à dor nas costas, azia e depressão leve, essas condições crônicas são melhor tratadas com mudanças de estilo de vida e outras opções não medicamentosas do que os medicamentos prescritos (MERCOLA, 2017).

 

Como então se proteger dos erros de medicação perigosa?

Sempre questione médicos e farmacêuticos sobre os efeitos medicamentosos e adversos e, caso utilize dois ou mais medicamentos e mesmo suplementos, sobre a segurança da combinação desses produtos. Muitos medicamentos comuns, incluindo antibióticos, antidepressivos, estatinas (melhorar taxas de colesterol) e medicamentos para pressão alta, podem ser perigosos se forem tomados em combinações erradas, portanto, não assuma que qualquer combinação de medicamentos seja segura (ROE; LONG; KING, 2016). Caso sinta qualquer sintoma incomum, depois de tomar alguma combinação de medicamentos, questione o médico se a combinação de drogas pode ser estar relacionada.

O que é a tendência da desprescrição?

Em termos de doenças crônicas, é incomum que médicos retirem os remédios de seus pacientes. Entretanto, vários médicos estão aderindo à essa nova tendência de “desprescrição”. Desprescrever é o processo de reduzir ou interromper o uso de medicamentos, com o objetivo de controlar a polifarmácia e melhorar os resultados, conforme  explicou Thompson (2013) em um relatório publicado no The Canadian Journal of Pharmacy.

Como aplicar a desprescrição?

Não deixe de questionar seu médico se os medicamentos que você está tomando ainda são necessários, se você pode reduzir as dosagens ou tentar opções de tratamento sem drogas. O modo de atuação da medicina atual se parece com o conserto das partes quebradas de uma máquina, tome a pílula, corrija o sintoma, siga em frente segundo Dr. Victoria Sweet (apud THOMPSON, 2013).

Uma interessante analogia para deixar essa questão mais clara é a de ‘Remédio lento’, e que significa ter tempo para identificar a causa do que está deixando a pessoa doente, incluindo medicamentos em alguns casos, e dar ao corpo uma chance de se curar. Para o Dr. Michael Finkelstein, “doutor em Medicina Lenta”, até mesmo as melhores escolas de medicina não estão preparando médicos para curar pacientes adequadamente (MERCOLA, 2017).

Em vez disso, médicos são treinados em uma medicina que é essencialmente rápida, cirurgia e medicamentos prescritos, mas nada de identificar a causa da doença. Além disso, todo o sistema de saúde está condicionado com esse tipo de abordagem, como medicamentos, tratamentos e cirurgias convencionais, em vez de opções mais seguras, como acupuntura, homeopatia, quiropraxia, terapia cognitiva e outras mais (MERCOLA, 2017).

As mudanças no estilo de vida, incluindo nutrição de verdade (evitação de produtos alimentícios processados), são fundamentais, assim como a atenção para a saúde emocional e bem-estar. Desprescrição é importante parte da solução em busca da saúde sustentável. A pesquisa sobre desprescrição está crescendo, com resultados promissores voltados para orientar médicos sobre como ajudar efetivamente pacientes a abandonar medicamentos desnecessários (DOLOVICH, 2018).

É possível mesmo reduzir e até parar de tomar medicamentos?

Em muitos casos, os medicamentos poderiam ser retirados com sucesso, com pouco ou nenhum dano ao paciente; alguns estudos também demonstraram inúmeros benefícios, como por exemplo redução do risco de queda.

Reduzir a dependência de medicamentos, sejam prescritos ou sem receita médica, é a melhor proteção contra interações medicamentosas e, muitas vezes, é o caminho para melhorar a saúde e o bem-estar, resultados, fundamentalmente, de um estilo de vida saudável a partir de se desenvolver a partir principalmente da própria autonomia em saúde.

Consulte, ouça seu médico, considere outras opiniões, consulte fontes confiáveis, mas lembre-se sempre que sua saúde reflete você e seu estilo de vida.

 

REFERÊNCIAS

AEGIS SHIELD. Drug Metabolism. 2015. Disponível em: <https://www.aegisshield.com/Drug Metabolism>. Acesso em: 20/06/2018b.

AEGIS SHIELD. Drug-Response. 2015. Disponível em: <https://www.aegisshield.com/Drug-Response>. Acesso em: 20/06/2018c.

AEGIS SHIELD. What a Drug Does to the Body and What the Body Does to a Drug. 2015. Disponível em: <https://www.aegisshield.com/What a Drug Does to the Body and What the Body Does to a Drug>. Acesso em: 20/06/2018a.

DOLOVICH, Lisa. Deprescribing guidelines education and reserach – the interplay and the way to move forward. Disponível em: <deprescribing.org>. Acesso em: 20/06/2018.

FAMILY DOCTOR. Drug-Food Interactions. Disponível em: <https://familydoctor.org/drug-food-interactions/>. Acesso em: 20/06/2018.

FRIED, Linda P. Decline in U.S. life expectancy deserves more local and national attention. July 31, 2017. Disponível em: <https://www.statnews.com/2017/07/31/decline-u-s-life-expectancy-deserves-local-national-attention/>. Acesso em: 20/06/2018.

G1. Saiba como os remédios agem no organismo e o jeito certo de tomá-los. Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/saiba-como-os-remedios-agem-no-organismo-e-o-jeito-certo-de-toma-los.html>. Acesso em: 16/06/2018.

MERCOLA. Americans are more on drugs than ever. Disponível em: <https://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2017/08/15/americans-taking-more-prescription-medications-than-ever.aspx>. Acesso em: 15/08/2017. 

OSBORN, DOTY, Michelle M.; MOULDS, Donald; SARNAK, Dana O.; SHAH, Arnav. Older Americans Were Sicker And Faced More Financial Barriers To Health Care Than Counterparts In Other Countries. Health Affairs, VOL. 36, NO. 12, 2017. Behavioral Health, Provider Payment & More. Disponível em: <https://content.healthaffairs.org/doi/full/10.1377/hlthaff.20.5.43#ref-10>. Acesso em 20/06/2018.

PIRES, Juliana. Mecanismos de ação dos fármacos. Disponível em: https://www.infoescola.com/medicina/mecanismos-de-acao-dos-farmacos/. Acesso em: 10/06/2018.

ROE, Sam; LONG, Ray; KING, Karisa (Contact Reporters). Pharmacies Miss Half of Dangerous Drug Combinations. Chicago Tribune, 15/12/2016. Disponível em: <http://www.chicagotribune.com/news/watchdog/druginteractions/ct-drug-interactions-pharmacy-met-20161214-story.html>. Acesso em: 20/06/2018. (The Chicago Tribune tested 255 pharmacies to see how often stores would dispense risky drug pairs without warning patients. Fifty-two percent of the tested pharmacies sold the medications without mentioning the potential interaction.

THOMPSON, Wade; FARRELL, Barbara.  Deprescribing: What Is It and What Does the Evidence Tell Us? Can J Hosp Pharm., 2013, May-Jun., vol. 66, no. 3, p. 201–202. PMCID: PMC3694945. PMID: 23814291

VALENTIM, Milena Beatriz Vicente. Farmacodinâmica – como agem os fármacos. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfj-EAJ/farmacodinamica-como-agem-os-farmacos>. Acesso em: 12/06/2018.

WALKER, E.R.; DRUSS, B.G. Cumulative burden of comorbid mental disorders, substance use disorders, chronic medical conditions, and poverty on health among adults in the U.S.A. Psychol Health Med., 2017 Jul, vol. 22, no. 6, p. 727-735. Doi: 10.1080/13548506.2016.1227855. Epub 2016 Sep 3.

 

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