Síntese do Livro O Melhor Cérebro da sua Vida: Segredos e Talentos da Maturidade

Prezado leitor,

Vídeo-síntese

Este post apresenta um vídeo e as transparências que utilizei em uma aula sobre o livro O melhor cérebro da sua vida: segredos e talentos da maturidade. Foi escrito por Barbara Strauch, editora de ciência do NY Times. A editora que publicou a obra no Brasil foi a Jorge Zahar, em 2011, enquanto a edição original em inglês é de 2010.

MCSV

Essa aula foi ministrada no dia 25 de outubro de 2015. Foi preparada a convite da Instituição Reaprendentia para o quinto módulo da edição do Programa de Aceleração da Erudição dedicado ao Cérebro.

Alguns dias depois da aula fiz esse vídeo-síntese por julgar que poderia ser de utilidade para pessoas interessadas no tema.

O que é meia-idade

A obra trata principalmente do cérebro de meia-idade. Em primeiro lugar, é importante discutir o que é a meia-idade. Segundo as pesquisas consultadas pela autora, considera-se jovem e adulto a pessoa com chance menor que 1% de morrer no ano seguinte. A pessoa de meia-idade é considerada aquela que tem de 1% a 4% de chance de morrer no ano seguinte, enquanto o idoso teria mais de 4% de possibilidade. Segundo essa perspectiva, na média, a meia-idade equivale nos homens de 58 a 73, nas mulheres de 63 a 78 anos de idade.

Boas-novas da Neurociência

O livro inicia levando em conta que as pesquisas apontam boas-novas da Neurociência para quem tem cérebro de meia-idade.

Sim, temos sérios problemas de distrações, menor velocidade de processamento, bem como mais dificuldade com habilidades numéricas. Entretanto, temos um vocabulário mais amplo, melhor orientação espacial, pensamento lógico, raciocínio e discernimento.

Vantagens do cérebro de meia-idade

É claro que tais vantagens cerebrais dependem de cada pessoa. Aliás, pesquisas com cérebros de pessoas de meia-idade apresentam os resultados mais extremados, enquanto os de jovens e adultos ou de idosos são mais parelhos. O que quero dizer é que os resultados de meia-idade podem ser tanto parecidos com os de jovens quanto com os de idosos.

Outras vantagens do cérebro de meia-idade:

1. Reserva cognitiva (vigor, proteção cerebral);

2. Destreza mental. Por exemplo, o arremessador de baseball, que mais velho, consegue impor à bola curvas e decaimentos impossíveis aos mais novos; o ritmo e contraste dos músicos mais velhos; a perícia do piloto da USAir ao pousar o jato com sucesso no Rio Hudson, em Nova Yorque.

3. Equilíbrio emocional. Por exemplo, o desempenho superior de controladores aéreos de 55 anos.

4. Bilaterização. Enquanto jovens trabalham predominantemente com um hemisfério cerebral de cada vez, os de meia-idade conseguem trabalhar com os dois hemisférios simultaneamente.

Limitações da obra

Temos um livro interessante, bem escrito, cuja leitura certamente recomendamos. A autora entrevistou diversos pesquisadores, porém em vez de discutir como ou porque os selecionou, priorizou discorrer sobre os trejeitos de cada um deles.

Infelizmente a autora faleceu, em 2015, de câncer de mama. Na introdução do livro, coloca o objetivo de buscar ajudar a ampliação da qualidade de vida dos leitores. Uma pena que tenha sobrevivido apenas cinco anos a publicação de tema tão pertinente para todos nós. Vale revisar o que for possível a fim de evitarmos os mesmos obstáculos. Por exemplo, o paciente confia em seu médico, que, por sua vez, confia na indústria farmacêutica. Isso não é o ideal.

“O único fim da escrita é capacitar o leitor para aproveitar
melhor a vida,
ou melhor, para prolongá-la”

Samuel Jonhson

A obra constitui um retrato da ciência atual. A autora foi por diversos anos editora de ciência de um dos principais periódicos do planeta, o New York Times. O livro apresenta um conteúdo, por vezes, mais teórico e inconclusivo, com ausência de especificações, por exemplo quanto ao detalhamento de uma alimentação adequada, afirmando não haverem informações suficientes.

Algumas omissões: sono, gestão de estresse, hormônios e suplementos vitamínicos.

Estilo de vida

Neste blog, procuramos ressaltar que um estilo de vida saudável precisa abranger uma nutrição personalizada, um programa de movimento ou de exercício físico que inclua força, resistência e flexibilidade, gerenciamento de estresse, além de sono suficiente para refazimento celular.

Lucidez permite escolher

Para concluir, nosso cérebro precisa de atividade consciente, de lucidez, em vez de processos de automatismo. A lucidez nos ajuda a identificar os obstáculos no caminho e meios para superá-los. Autonomia em saúde é você pensar por você. É ser capaz de conhecer os próprios problemas melhor do que qualquer outra pessoa. Isso não surge espontaneamente.

Slides

Também estou incluindo a seguir os slides utilizados na oportunidade.

Prof Antonio Pitaguari O melhor cérebro da sua vida Final

Tenho ainda o vídeo completo da aula que pretendo postar oportunamente.

Espero que possa ser útil.

Valeu a atenção,

Antonio Pitaguari

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