A influência da dieta e dos neurotransmissores no sistema nervoso

Hoje vamos abordar a influência da dieta e dos neurotransmissores no sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático.

Paradigma metabólico

Segundo o Paradigma Metabólico, de William Kelley, que estamos estudando aqui no Blog Autonomia em Saúde, a saúde tem tudo a ver com o equilíbrio do sistema nervoso autônomo que se divide em simpático e parassimpático.

Sistema nervoso simpático

O simpático, fuga ou luta, é responsável pela adrenalina e acelera a pessoa. Quando em excesso, o simpático pode promover agitação e ansiedade.

O simpático (fuga ou luta) = adrenalina
acelera a pessoa (ansiedade e agitação)

Sistema nervoso parassimpático

O parassimpático, descanso e digestão, relaxa a pessoa com serotonina e se tem excesso tende a fadiga e depressão.

O parassimpático (descanso e digestão) = serotonina
relaxa a pessoa (fadiga e depressão)

Equilíbrio sistema nervoso autônomo

O ideal é alcançar não só o equilíbrio do sistema nervoso autônomo mas também a eficiência simpático-parassimpático, pois ter os dois sistemas equilibrados porém ineficientes pode ser até pior que um sistema predominando sobre o outro.

Alimentação vegetariana

Em texto anterior, vimos que uma alimentação vegetariana, quando seleciona carboidrato bom, é alcalina o que diminui o simpático e estimula o parassimpático.

Alimentação vegetariana (carboidrato bom) = alcalina
Diminui o simpático e estimula o parassimpático

Alimentação carnívora

Por outro lado, comer carne, mais gordura e proteína, acidifica o organismo e corrente sanguínea. Acidez estimula o sistema nervoso simpático e suprime o parassimpático.

Comer carne (gordura e proteína) = acidifica o corpo
Estimula o simpático e suprime o parassimpático

Quanto maior o domínio do simpático mais a dieta precisa ser vegetariana para equilibrar o sistema nervoso. Do mesmo modo, quanto maior o domínio do parassimpático, mais cetogênica, predominância de gordura e proteína, deve ser a dieta.

 

Neurotransmissores

Para entender melhor, além da questão ácido-base, uma das funções das dietas é ativar o funcionamento do sistema nervoso que se relaciona diretamente com os neurotransmissores, que são moléculas básicas liberadas pelos terminais nervosos com a função de biossinalização, estimulação de nervos adjacentes, contração de células musculares e liberação de hormônios pelas glândulas.

Dietas ativam o funcionamento do sistema
nervoso através dos neurotransmissores

Existem dezenas de neurotransmissores já identificados. No cérebro, os neurotransmissores promovem pensamentos, lembranças e sentimentos. Alguns como endorfinas e encefalinas, bloqueiam a dor e produzem sensações de prazer. Outros, como ácido glutâmico e glicina estimulam e suprimem a atividade neuronal no cérebro.

Adrenalina e noradrenalina

Uma dieta carnívora contém grande quantidade dos aminoácidos fenilalanina e tirosina que são os precursores dos neurotransmissores adrenalina ou epinefrina e noradrenalina ou norepinefrina e, assim, da atividade do sistema nervoso simpático, base do processo de fuga ou luta.

Dieta carnívora contém fenilalanina e tirosina
Precursores da adrenalina e noradrenalina
Maior atividade do simpático (fuga ou luta)

Em síntese, a dieta carnívora inclui fósforo, zinco, inositol, B12 e vitamina E, além de formadores de ácidos sulfatos, fosfatos e grandes quantidades de vitaminas como ácido pantotênico e que são convertidos em ácidos livres como ácido fosfórico e sulfúrico. Embora carne não contenha cálcio suficiente, é importante o consumo de minerais com alimentos densos como caldo de osso (bone broth), muito falado atualmente, assim como cálcio suplementar que pode enriquecer a dieta carnívora.

A dificuldade com folhas verdes e frutas, plenas de magnésio e potássio, e que tem efeito alcalinizador no corpo, agrava problemas como depressão e alergias reportados pelos pacientes com predomínio do parassimpático.

Serotonina e acetilcolina

Por outro lado, a dieta vegetariana contém maior quantidade de triptofano e da vitamina B8 colina que são precursores dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina que ativam o sistema nervoso parassimpático, que trabalha com foco em descanso e digestão.

Dieta vegetariana contém triptofano e colina
Precursores da serotonina e acetilcolina
Maior atividade do parassimpático (descanso e digestão)

Em resumo, a dieta vegetariana aumenta os níveis cerebrais de serotonina e acetilcolina enquanto reduz adrenalina e norepinefrina. Os nutrientes contidos em uma dieta vegetariana tais como magnésio, potássio, cromo, manganês, piridoxina e ácido fólico reduzem a atividade simpática e estimulam a atividade parassimpática.

No caso do indivíduo com equilíbrio metabólico simpático-parassimpático, com base em uma dieta equilibrada, tanto os neurotransmissores simpáticos adrenalina e norepinefrina, assim como os parassimpáticos serotonina e acetilcolina funcionam em equilíbrio. A ideia é que conhecer seu tipo e subtipo metabólico é excelente ferramenta para você entender sua fisiologia e saber como selecionar seus alimentos e suprimentos.

Saúde de Dentro para Fora

É isso aí pessoal, se você tem interesse nesse conteúdo e quer conhecer mais sobre o Programa Saúde de Dentro para Fora, que pode te ajudar, através do Paradigma dos Tipos Metabólicos, com um questionário para identificar seu tipo e subtipo metabólicos e saber como suprir suas necessidades nutricionais e suplementares, assine nossa lista para receber mais informações…

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Referência

GONZALEZ, Nicholas. Nutrition and the Autonomic Nervous System: The scientific foundations of the Gonzalez protocol. New York, USA: New Spring Press (Kindle Edition), 2017.

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